A cirurgia artroscópica no ombro direito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi concluída sem intercorrências na tarde desta sexta-feira (1º). De acordo com boletim do hospital DF Star, em Brasília, o procedimento de reparo do manguito rotador ocorreu “conforme o esperado” e o paciente já se encontra em um quarto da unidade para controle de dor e observação clínica.
O comunicado é assinado pelo ortopedista Alexandre Paniago, pelos cardiologistas Brasil Caiado e Leandro Echenique, pelo cirurgião-geral Claudio Birolini e pelo diretor-geral do DF Star, Alisson Borges. Segundo a equipe, não houve complicações durante a operação.
Lesão confirmada após exames na internação
Bolsonaro vinha relatando dores no ombro desde que recebeu prisão domiciliar humanitária temporária. Durante a internação, exames de ressonância magnética confirmaram a lesão no manguito rotador — conjunto de músculos e tendões responsável pela estabilização da articulação. A queda sofrida enquanto estava custodiado no Complexo da Papuda é apontada como possível causa do problema.
Autorização do STF saiu depois de uma semana
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), levou sete dias para liberar a cirurgia. O pedido, que já contava com parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, estava pronto para julgamento desde 24 de abril. A autorização foi expedida na quinta-feira (30), mas só foi registrada nos autos quando o ex-presidente já estava internado, impedindo o registro da transferência da prisão domiciliar para o hospital.
Restrição a drones continua em vigor
Medidas de segurança determinadas por Moraes seguem valendo para a residência de Bolsonaro. A Polícia Militar do Distrito Federal está autorizada a abater drones que se aproximem a menos de um quilômetro do local, e os controladores podem ser presos em flagrante pelo crime de atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo.
Não há previsão oficial de alta hospitalar. Novos boletins médicos serão divulgados conforme a evolução do quadro clínico.
Com informações de Gazeta do Povo