Brasília – 14 de abril de 2026. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (14) que o país atravessa um período de “agressões permanentes” às instituições republicanas. A declaração foi feita na cerimônia de posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, no Palácio do Planalto.
Sem citar alvos específicos, Alcolumbre criticou “quem ultrapassa os limites constitucionais” e advertiu que ataques constantes não contribuem para o desenvolvimento nacional. “Estamos vivendo uma agressão permanente às instituições republicanas. Está muito cômodo ofender os outros”, disse.
O discurso ocorreu poucas horas depois de a CPI do Crime Organizado, no Senado, recomendar o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana anterior, Alcolumbre rejeitara pedido de prorrogação dos trabalhos da comissão, elevando o clima de tensão entre Poderes.
Afagos ao Palácio do Planalto
Durante o evento, Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversaram discretamente em várias ocasiões, sinalizando reaproximação após o impasse envolvendo a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o STF.
O senador classificou a relação entre Congresso e Executivo como “honesta e verdadeira” e garantiu disposição para aprovar pautas de interesse comum. “A história vai cobrar daqueles que tiveram coragem de fazer o enfrentamento adequado”, afirmou, citando também o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), presente na cerimônia.
Defesa do diálogo
Alcolumbre elogiou a ex-ministra da SRI Gleisi Hoffmann (PT-PR), que deixou a pasta para disputar as eleições, e lembrou que o ministério foi criado para mediar a articulação política entre os Poderes. Segundo ele, nem todas as propostas do governo são aprovadas na íntegra pelo Congresso, o que reforça a importância da negociação.
“Não precisamos concordar com todas as opiniões, mas o Parlamento fez a construção do que era possível e do que é prioridade para o Brasil”, declarou o presidente do Senado.
Além de Lula, Guimarães e Motta, a solenidade contou com ministros de Estado e parlamentares da base aliada.
Com informações de Gazeta do Povo