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PL aciona TSE para barrar rede de perfis falsos que teria impulsionado ataques a Flávio Bolsonaro

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Brasília – O Partido Liberal (PL) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação pedindo a remoção de anúncios patrocinados e a identificação dos responsáveis por uma suposta rede de perfis falsos que, segundo a legenda, vem divulgando conteúdos negativos contra integrantes do partido, entre eles o senador Flávio Bolsonaro.

A ação foi apresentada em 20 de julho de 2026 e se baseia em levantamento interno que detectou 51 páginas no Facebook e no Instagram operando com contas temporárias e baixa audiência orgânica. Apesar de cada perfil reunir menos de 400 seguidores, a legenda afirma que, entre março e o fim de junho, essas páginas veicularam 4.607 anúncios pagos, somando cerca de 250 milhões de visualizações.

O relatório do PL aponta gastos aproximados de R$ 3 milhões, além de US$ 20 mil e 42 mil pesos colombianos, para impulsionar o material. A estimativa é que os conteúdos tenham alcançado de 77 milhões a 137 milhões de usuários nas duas plataformas.

Entre as publicações destacadas na denúncia, uma liga Flávio Bolsonaro a milícias e outra chama o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de “traidor”. As páginas utilizavam nomes como “Radar do Planalto”, “Dossier Brasil 24H”, “O Contra-Fluxo”, “Panorama Brasil”, “Olho no Erro”, “Contra a Maré” e “Lente Escura”.

Na petição, o PL solicita que o TSE determine à Meta, controladora do Facebook e do Instagram, o fornecimento de dados técnicos — como endereços de IP — para possibilitar a identificação dos autores dos anúncios. O partido sustenta que a estrutura investigada pode ser maior do que a já mapeada.

Procurada, a Meta informa em seu portal que limita a publicidade sobre temas sociais, eleitorais e políticos, exigindo autorização prévia e transparência. A empresa acrescenta que o conteúdo orgânico é permitido, mas que a recomendação de material político é reduzida, com foco em moderação automatizada para violações graves e remoção de publicações que possam interferir em processos eleitorais.

Com informações de Gazeta do Povo