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PF investiga deputado Marcelo Queiroz por fraudes em contratos de R$ 200 milhões

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A Polícia Federal (PF) deu início à segunda fase da Operação Castratio nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, com foco no deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB). A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações que totalizam R$ 200 milhões, destinadas à castração e esterilização de animais no estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, a nova fase foi desencadeada a partir de materiais apreendidos na primeira fase, realizada em maio. Os agentes buscam determinar a extensão da suposta organização criminosa e suas atividades.

Nesta etapa, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em locais do Rio de Janeiro e Niterói, incluindo o escritório do deputado. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou as operações devido ao foro privilegiado de Queiroz.

A investigação aponta que os atos sob análise podem configurar crimes como peculato, corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro. Na primeira fase, foram identificadas irregularidades em contratos firmados entre a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, sob a gestão de Queiroz, e uma empresa privada.

Os indícios incluem direcionamento, superfaturamento e fraudes nas licitações. A PF destacou que Queiroz teria utilizado a causa animal para obter vantagens com o esquema investigado, que supostamente gerou votos e prestígio ao parlamentar.

A empresa vencedora da licitação, Consuvet, foi fundada apenas três meses antes da formalização dos contratos milionários. A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio já haviam encontrado evidências de superfaturamento e favorecimento.

Antônio Emílio Santos, figura central da Consuvet, atuava na diretoria administrativa e financeira da secretaria antes da concorrência e, em seguida, se tornou sócio da empresa. Ele teria recebido R$ 888 mil da Consuvet em um período de oito meses.

Fonte: Revista Oeste.