O Parlamento do Reino Unido decidiu, no dia 11 de setembro, não aprovar um projeto de lei que visava legalizar o suicídio assistido na Inglaterra e no País de Gales. Após um debate de quatro horas na Câmara dos Comuns, 286 deputados votaram contra a proposta, enquanto 270 se manifestaram a favor.
O projeto, criado pela deputada trabalhista Lauren Edwards, permitiria que adultos com doenças terminais e expectativa de vida inferior a seis meses solicitassem a morte assistida. Para que isso ocorresse, a solicitação precisaria ser aprovada por dois médicos e um painel de especialistas, permitindo que o paciente administrasse uma substância letal a si mesmo.
Durante as discussões, parlamentares compartilharam histórias pessoais que influenciaram suas opiniões sobre o tema. Entre eles, Janet Daby, que havia apoiado a legalização anteriormente, revelou ter mudado de ideia após experiências pessoais angustiantes.
Os opositores ao projeto argumentaram que a proposta era insegura e poderia levar à coação de indivíduos vulneráveis, além de não oferecer proteção adequada para pessoas com deficiência. Após a votação, aqueles que se opuseram à morte assistida celebraram o resultado no plenário.
O cirurgião oncológico Dr. Zubir Ahmed expressou suas preocupações sobre a dificuldade de prever o tempo de vida de pacientes. “Quando me pedem para prever se alguém tem seis meses de vida ou não, estou tão errado quanto certo”, afirmou.
A arcebispa da Igreja da Inglaterra, Sarah Mullally, e o arcebispo Richard Moth, líder da Igreja Católica na Inglaterra e no País de Gales, também se manifestaram contra o projeto, considerando-o “errado em princípio e profundamente falho”.
Além disso, instituições médicas, como o Royal College of Psychiatrists, levantaram questões sobre a proteção de pessoas com doenças mentais em relação à proposta.
Este não é um caso isolado; em março deste ano, o Parlamento da Escócia também rejeitou a legalização do suicídio assistido para adultos com doenças terminais. Enquanto isso, países como Suíça, Holanda, Bélgica, Austrália e Espanha já permitem a prática.
Fonte: Guiame.









