O teólogo luterano Martin Niemöller (1892-1984) é conhecido por sua reflexão sobre a passividade diante das injustiças, expressa em um poema adaptado de Wladimir Maiakovski. Através de suas palavras, ele ilustra como a omissão pode levar a consequências trágicas. Niemöller disse: “Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse.”
A frase de Niemöller ressoa como um alerta sobre a importância da vigilância constante em relação à liberdade e à justiça. O teólogo nos lembra que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.
Além disso, ele destaca que a Constituição brasileira afirma que “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. Isso reforça a responsabilidade dos cidadãos, incluindo os cristãos, de se engajar ativamente na política e na defesa dos direitos humanos.
A discussão sobre a participação dos cristãos na política é cada vez mais relevante, especialmente em tempos de polarização e desafios sociais. A reflexão de Niemöller serve como um convite à ação e à responsabilidade cívica, enfatizando que cada voz conta na luta pela justiça e pela liberdade.
Fonte: Folha Gospel.









