Viena, 28 de abril de 2026 – Um levantamento do Centro de Documentação sobre o Islã Político da Áustria (DPI) aponta que o Hezbollah mantém uma extensa rede criminosa na Europa, envolvendo tráfico de drogas, comércio de diamantes de sangue e esquemas de lavagem de dinheiro.
Segundo o relatório, a organização libanesa facilita a entrada de entorpecentes no continente, converte os lucros em produtos comercializados por empresas de fachada e remete os valores para o Líbano. O dinheiro, posteriormente, é direcionado a Beirute e a Teerã.
Os investigadores afirmam que a estrutura financeira do grupo aproveita brechas regulatórias, diferenças jurisdicionais entre países europeus e a separação formal entre os ramos político e militar do Hezbollah, classificação que continua válida em parte dos Estados da União Europeia.
As transações ilegais, de acordo com o DPI, passam por setores como importação e exportação de mercadorias de baixo controle, mercado imobiliário e serviços logísticos. Tais mecanismos dificultam a atuação de unidades de inteligência financeira e possibilitam o retorno quase invisível dos recursos.
O documento ressalta ainda que, ao diversificar fontes de receita, o Hezbollah reduziu a dependência direta do Irã e fortaleceu sua capacidade de projeção internacional, operando como um “conglomerado transnacional” que combina violência política, economia informal e diplomacia paralela.
Para os autores, a falta de coordenação entre autoridades europeias, somada à prioridade dada a interesses comerciais, mantém o continente vulnerável à infiltração de capitais ilícitos. O DPI conclui que, sem um esforço integrado para desmantelar essa estrutura financeira, o grupo continuará expandindo suas atividades à margem da lei.
Com informações de Pleno.News