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Metade das seleções da Copa 2026 está em ranking de perseguição a cristãos, diz Portas Abertas

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Com o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026, a missão Portas Abertas chamou a atenção para um dado preocupante: 14 dos 32 países classificados para o torneio figuram na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2026, que elenca as nações onde é mais difícil professar a fé cristã.

Países da Copa presentes na Lista Mundial da Perseguição

Os países que reúnem, ao mesmo tempo, seleções no Mundial e posições na LMP são: Arábia Saudita (13º lugar), Argélia (20º), Catar (44º), Colômbia (47º), Egito (42º), Irã (10º), Iraque (18º), Jordânia (49º), Marrocos (23º), México (30º), República Democrática do Congo (29º), Tunísia (31º), Turquia (41º) e Uzbequistão (25º).

A face da perseguição

De acordo com a organização, a realidade dos cristãos varia de um país para outro, mas muitos enfrentam desafios semelhantes. Em nações de maioria muçulmana — como Arábia Saudita, Irã, Marrocos, Argélia, Catar, Jordânia, Tunísia e Turquia — convertidos do islã costumam sofrer forte pressão familiar, social e estatal. Alguns precisam praticar a fé em sigilo para evitar rejeição, perda de direitos ou punições legais.

No Irã, igrejas domésticas são alvo de repressão e líderes podem ser presos. Na Argélia, vários templos foram fechados nos últimos anos, enquanto na Arábia Saudita não há permissão para igrejas públicas, obrigando cristãos a se reunir em segredo.

Em outros contextos, a perseguição está ligada à violência de grupos armados. A República Democrática do Congo registra ataques a comunidades cristãs, com templos destruídos e famílias deslocadas. No Iraque, fiéis ainda lidam com as consequências de anos de conflitos e ameaças extremistas.

Na América Latina, Colômbia e México enfrentam perseguição motivada por grupos criminosos e, em algumas regiões, por repressão dentro de comunidades indígenas. Já no Egito, a discriminação ocorre majoritariamente em nível local, e no Uzbequistão o Estado mantém rígido controle sobre qualquer atividade religiosa.

Convite à intercessão

Ao divulgar o levantamento, a Portas Abertas sugeriu que os torcedores aproveitem o período da Copa para lembrar dos cristãos que vivem sob pressão. “A competição vai além do esporte: por trás das bandeiras existem milhões de fiéis que enfrentam discriminação”, destacou a missão, convidando igrejas e simpatizantes a orar pelos perseguidos durante o torneio.

Com informações de Guiame