Goiânia — A pastora Giovanna de Almeida Lovaglio, ex-esposa do também pastor Davi Passamani, contestou as acusações apresentadas por ele na Justiça contra a atual diretoria da Igreja Casa Ministério Cristão. Em vídeo publicado na noite de quinta-feira, 2, ela classificou o processo movido pelo ex-marido como uma “batalha imaginária”, negou qualquer irregularidade administrativa e prometeu divulgar novas provas.
Acusações de desvio e “estratégia” de divulgação
Passamani pede, na 9ª Vara Cível de Goiânia, o afastamento da diretoria e sua nomeação como administrador provisório por 12 meses. Ele afirma que houve desvio de recursos e esvaziamento patrimonial, citando queda da receita operacional de R$ 5,58 milhões, em 2023, para R$ 2,02 milhões, em 2024, e R$ 288 mil projetados para 2025. A petição aponta ainda déficit superior a R$ 1 milhão e denúncias de que royalties da banda Casa Worship teriam sido desviados para a empresa CW Produções Ltda., ligada a Giovanna.
No vídeo, a pastora considerou “grave” a divulgação das denúncias justamente na semana de seu aniversário e enquanto seu pai se recuperava da UTI. Segundo ela, o silêncio mantido até então serviu para poupar pessoas feridas pelo ex-marido. “Muito em breve eu vou te colocar na cadeia”, afirmou, indicando que possui mensagens e documentos que pretende apresentar.
Queda na arrecadação e clima interno
Giovanna atribuiu a redução dos dízimos e ofertas ao afastamento de fiéis após denúncias de assédio sexual contra Passamani, e não a má gestão. “É óbvio que a arrecadação cairia, porque as notícias sobre você não paravam de chegar”, declarou. Ela disse ainda que a igreja “permanece unida, forte e convicta”.
Posicionamento da igreja e de Passamani
Em nota, a Casa Ministério Cristão negou todas as acusações e afirmou que a ação tem caráter de vingança. A instituição sustenta que contratou auditoria independente para analisar gestões antiga e atual, está negociando a permanência no imóvel e entregará à Justiça toda a documentação contábil.
A defesa de Davi Passamani, por sua vez, diz que o objetivo da ação não é recolocá-lo na liderança, mas apurar suposto esvaziamento financeiro. Os advogados alegam que a atual administração — integrada por mãe, filha e genro do ex-pastor — teria criado um novo CNPJ para concentrar a arrecadação, deixando dívidas na entidade original. Eles também mencionam uma ação de despejo por R$ 730 mil em aluguéis atrasados e a venda da banda Casa Worship para a Warner Music, negócio estimado em mais de R$ 10 milhões que, segundo a defesa, não foi registrado pela igreja.
Até o momento, não há decisão judicial sobre o pedido de afastamento da diretoria nem sobre o bloqueio de bens solicitados pelos advogados de Passamani.
Com informações de Folha Gospel