Brasília — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para as 14h de 28 de julho o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Polícia Federal. O interrogatório faz parte do inquérito que apura possível crime de calúnia contra o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) em razão de uma publicação feita pelo parlamentar nas redes sociais.
A defesa do senador havia solicitado prazo maior, alegando compromissos de pré-campanha. O pedido foi enviado à Corte pela própria Polícia Federal. Ao definir a data, Moraes observou que não foram apresentados documentos que comprovassem incompatibilidade de agenda nos dez dias inicialmente concedidos, mas não aplicou qualquer penalidade.
Origem da investigação
Flávio Bolsonaro passou a ser investigado após comentar, em rede social, uma suposta prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. Na postagem, o senador afirmou que Lula seria “delatado” e atribuiu ao presidente práticas como “tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras” e “eleições fraudadas”.
No relatório final, a Polícia Federal concluiu que houve ofensa à honra do chefe do Executivo. O documento, porém, retornou ao órgão depois de o procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerar importante ouvir o parlamentar, já que a punição pode ser afastada caso ele apresente retratação formal.
Moraes acatou a sugestão da Procuradoria e determinou um novo prazo de dez dias para oitiva, o que resultou na audiência agora marcada.
A reportagem procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro para saber se ele comparecerá ao depoimento e se pretende pedir desculpas. Até a publicação desta matéria, não houve resposta.
Com informações de Gazeta do Povo