Washington — O futuro chanceler da Colômbia, Omar Bula, e o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, definiram nesta semana um plano para restabelecer imediatamente as relações diplomáticas e econômicas entre os dois países. O acerto foi fechado durante reunião na capital dos Estados Unidos e divulgado em 17 de julho de 2026.
Pelo cronograma, a reaproximação passará a valer logo após a posse do presidente eleito Abelardo de la Espriella, marcada para 7 de agosto. Entre as primeiras medidas, Bogotá abrirá uma embaixada em Jerusalém, reconhecida por Israel como sua capital. O Ministério das Relações Exteriores israelense oferecerá suporte logístico completo para a instalação.
Em mensagem publicada na rede X, Saar informou ainda que Colômbia e Israel dispensarão reciprocamente a exigência de vistos, facilitando viagens bilaterais.
As relações haviam sido rompidas em maio de 2024 pelo atual presidente, Gustavo Petro, em protesto contra a ofensiva israelense contra o Hamas na Faixa de Gaza. No ano anterior, Petro também suspendera um acordo comercial com o Estado judeu.
Atualmente, a maioria das representações diplomáticas em Israel permanece em Tel Aviv. Apenas oito países — Fiji, Guatemala, Honduras, Kosovo, Papua-Nova Guiné, Paraguai, Somalilândia e Estados Unidos — mantêm embaixadas em Jerusalém. O presidente da Argentina, Javier Milei, prometeu transferir a sede diplomática de seu país, mas ainda não concretizou a mudança.
Com informações de Gazeta do Povo