Em 14 de outubro de 2016, o missionário americano Jeff Woodke foi sequestrado por terroristas do grupo Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) em sua residência em Abalak, no norte do Níger. Os criminosos mataram dois seguranças e capturaram Woodke enquanto ele tentava escapar, levando-o posteriormente para o Mali.
Woodke ficou em cativeiro por seis anos, cinco meses e cinco dias, sendo frequentemente espancado e mantido acorrentado. Ele foi libertado em 20 de março de 2023, após negociações entre os governos dos Estados Unidos e do Níger.
Por décadas, missionários como Woodke têm contribuído com treinamento e ajuda a pastores locais no Níger. No entanto, a instabilidade política e as atividades jihadistas têm dificultado esses esforços na África subsaariana.
Após um golpe militar em julho de 2023, o general do Níger, Abdourahamane Tiani, ordenou a retirada das tropas estrangeiras, incluindo as dos EUA. Em outubro de 2025, outro missionário americano, Kevin Rideout, também foi sequestrado e libertado recentemente.
No seu novo livro, All the Way Home: The Incredible True Story of an American Aid Worker’s Harrowing Seven Years as an Al-Qaida Hostage, Woodke relata sua experiência no cativeiro e os desafios enfrentados após a libertação, incluindo traumas psicológicos e físicos.
Em entrevista, Woodke comentou sobre sua decisão de escrever o livro: “Durante o cativeiro, escrevi livros na minha cabeça para passar o tempo. Quando fui libertado, sabia que queria contar essa história.”
Ele reflete sobre a perda da esperança ao longo dos anos de cativeiro, mas destaca que o amor e o perdão o ajudaram a sobreviver: “Para sobreviver, eu sabia que precisaria perdoar meus captores. Isso me permitiu não me tornar como eles.”
Woodke também enfatiza que a fé e o amor são fundamentais: “Acredito que Deus nos chama para amar, mesmo aqueles que nos desejam o mal. O perdão é um processo contínuo e nos ajuda a curar.”
Sobre como os cristãos podem ajudar aqueles em cativeiro, ele sugere que é essencial lembrar das vítimas e fazer pressão sobre os governos para que se mobilizem a favor delas. “A oração também é poderosa. Muitas das orações feitas por outros foram as que me ajudaram a ser libertado”, conclui.
Fonte: Christianity Today.