A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impediu a TV Globo de mostrar o púlpito vazio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o debate cancelado no dia 1º de outubro, tem um histórico de apoio ao petista. Em vídeos que circulam nas redes sociais, ela declara seu voto em Lula e argumenta que sua vitória traria benefícios significativos.
No vídeo, Estela afirma: “Eu voto em Lula no segundo turno. Eu voto 13” e acrescenta que, como advogados, não haveria outra opção além do candidato do PT para “estancar o aumento do autoritarismo”. A ministra também defende a importância do Estado Democrático de Direito e sugere que advogados devem apoiar Lula “inclusive para salvar o próprio sistema de Justiça”.
A decisão de Estela Aranha foi criticada por opositores, que alegam que sua ação visou proteger Lula de críticas durante a campanha à reeleição. A Globo cancelou o debate devido a insegurança jurídica e interferências externas na organização do programa. A emissora afirmou que houve uma série de decisões judiciais que impossibilitaram a realização do evento.
O senador Carlos Viana (PL-MG) também expressou seu descontentamento com a atuação da ministra. Ele lembrou que Estela foi indicada por Lula e trabalhou em seu governo, além de ter feito doações para campanhas do PT e do PSOL. “Dois pedidos em dois dias. Dois atendidos. Isso é juíza ou é torcida?”, questionou o senador, referindo-se a decisões recentes que favoreceram o ex-presidente.
A situação revela um cenário tenso na política brasileira, onde a atuação de autoridades eleitorais é frequentemente questionada, especialmente em um período tão crítico como o das eleições.
Fonte: Revista Oeste.









