O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026, que nenhuma autoridade estrangeira participará do processo eleitoral brasileiro. A declaração foi feita durante a convenção nacional do PSB, em Brasília, e teve como alvo indireto os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei.
Lula confirmou que o governo negou vistos a dois funcionários do Departamento de Estado norte-americano que pretendiam vir ao país para “avaliar a integridade do sistema eleitoral”. “Enquanto eu for presidente, ninguém de fora vai meter o bedelho nas eleições brasileiras. Tivemos de negar o visto para dois jovens que queriam se intrometer”, disse o petista.
A recusa ocorre em meio a novos atritos comerciais. Na terça-feira (28), Trump prorrogou por mais um ano a declaração de emergência nacional em relação ao Brasil, medida que sustenta tarifas que podem chegar a 37,5% sobre determinados produtos. O Palácio do Planalto classificou os argumentos da Casa Branca como “infundados e inverídicos”.
Durante o mesmo discurso, Lula criticou o presidente argentino. No fim de semana, Javier Milei chamou o petista de “ladrão” e “presidiário” na convenção do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. “Vocês viram a patacoada que fez aqui o presidente da Argentina. Eu não falei nada porque a minha relação é de chefe de Estado e eu gosto muito do povo argentino”, afirmou Lula.
Com informações de Gazeta do Povo