O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está avaliando a possibilidade de nomear uma mulher para o cargo de Ministra da Defesa em seu próximo mandato, em decorrência do pedido de demissão de José Mucio Monteiro.
De acordo com informações da CNN Brasil, três candidatas estão sendo consideradas: Cinara Wagner Fredo, Maria Elizabeth Rocha e Simone Tebet. A iniciativa conta com o apoio da primeira-dama, Janja, e, se concretizada, marcará a primeira vez que uma mulher lidera a pasta, criada em 1999.
A escolha da nova ministra ainda depende de discussões com os comandantes militares, para que Lula evite uma indicação que possa gerar resistência nas Forças Armadas.
Cinara Wagner Fredo, atual secretária-geral da Defesa, é a preferida de Mucio para o cargo. Ele acredita que ela possui o conhecimento necessário sobre a estrutura do ministério e a habilidade para dialogar com a cúpula militar. Além de Cinara, Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar, e a ex-ministra Simone Tebet também estão na mira do governo.
O nome de Cinara já havia sido apresentado a Lula antes do segundo turno das eleições, e Mucio a convidou para participar de uma reunião ministerial, visando aproximá-la do Palácio do Planalto. O presidente pretende garantir que a direção civil do Ministério da Defesa seja preservada.
A saída de Mucio do cargo não é uma novidade, já que ele havia expressado seu desejo de deixar o ministério antes mesmo do resultado eleitoral. No entanto, Lula pediu que ele permanecesse até o fim do mandato.
Além da mudança no ministério, a reestruturação pode afetar também os comandos das Forças Armadas. Antes das eleições, membros do governo já mencionavam a intenção de substituir os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica em um possível quarto mandato de Lula. Atualmente, esses postos são ocupados pelo general Tomás Paiva, almirante Marcos Sampaio Olsen e tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno. Nos bastidores, acredita-se que essa renovação permitiria uma atualização na hierarquia militar, evitando que os mesmos comandantes continuem por mais quatro anos.
Fonte: Revista Oeste.









