No programa Última Análise, exibido nesta quarta-feira (21), o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram a disputa às vésperas do segundo turno das eleições de 2026, com uma troca de provocações sobre a quebra de sigilos.
Lula, em um movimento estratégico, desafiou o candidato da direita a abrir os sigilos de ambas as campanhas. Flávio, por sua vez, aceitou o desafio, mas condicionou a sua abertura ao sigilo de um assessor próximo do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como “Marcola”.
“É o desespero petista que traz a proposta de abrir o sigilo, como se isso fosse levar a qualquer investigação. Trata-se apenas de pautar o debate”, analisou o escritor Francisco Escorsim, que criticou a eficácia da estratégia de Lula.
Em resposta, Flávio apresentou uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitando o desafio do petista, mas questionou a motivação por trás da proposta. “Se realmente quiséssemos investigar os sigilos, veríamos o cartão de crédito da Janja, mas isso o PT não vai expor”, afirmou o colunista Luís Ernesto Lacombe, ressaltando a falta de sentido na tática.
Uma nova pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta quarta, mostra que Flávio Bolsonaro lidera com 45% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 44%. Escorsim criticou a margem de erro da pesquisa, que chega a quase 20 pontos, considerando que isso compromete a credibilidade dos dados apresentados.
A última pesquisa da Quaest, realizada antes do primeiro turno em 3 de outubro, indicava Lula com 46% e Flávio com 45%, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais. Nas urnas, Flávio obteve 47,03% e Lula 45,16% dos votos válidos.
Os debates e a troca de acusações entre os candidatos refletem a tensão crescente à medida que se aproxima a data da votação, onde ambos buscam reafirmar suas posições e conquistar eleitores indecisos.
O programa Última Análise é transmitido ao vivo no YouTube, de segunda a quinta-feira, das 19h às 20h30, abordando temas relevantes para o cenário político do país.
Fonte: Gazeta Do Povo.









