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Lula aceita desafio de Flávio e apresenta proposta ao TSE sobre sigilos

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A equipe jurídica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou, nesta quinta-feira (22), uma resposta ao desafio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O encontro está agendado para as 11h e vai propor que a campanha do parlamentar também participe do processo de abertura de sigilos.

O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, declarou que o presidente aceita as condições do adversário, mas exige que a investigação inclua pessoas e empresas que considera relevantes. “O presidente não se opõe ao que Flávio propôs, mas busca reciprocidade”, explicou Santana.

A disputa em torno da abertura dos sigilos bancários, fiscais e telefônicos teve início durante um debate na TV Band, no último domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a permitir a divulgação de dados. Flávio, por sua vez, aceitou a proposta, mas condicionou a abertura à inclusão de familiares e assessores.

No início da semana, Lula já havia solicitado ao TSE a abertura de seus próprios sigilos e dos de seus familiares, além de informações financeiras de sua empresa de palestras. Durante um ato em Belo Horizonte (MG), ele criticou Flávio, utilizando uma metáfora do jogo de truco para se referir às exigências do senador.

A proposta de Lula inclui a divulgação pública dos sigilos dos últimos oito anos, abrangendo também dados de seus familiares e informações da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., da qual é sócio. Em contrapartida, ele exige que os sigilos de Flávio e seus familiares sejam igualmente analisados.

Enquanto isso, a defesa de Flávio ampliou o período de investigação para incluir dados desde 2003, exigindo informações de familiares e aliados de Lula, além de registros de reuniões e encontros relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A campanha de Lula classificou a proposta de Flávio como uma manobra e questionou a falta de dados sobre a offshore Alcazar Holdings, associada ao advogado Willer Tomaz, que é investigado pela Polícia Federal. A defesa de Flávio alegou que ele não possui vínculo com a holding, o que justificaria a não apresentação de extratos bancários relacionados.

Fonte: Gazeta Do Povo.