O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), declarou que ainda não teve conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre sua permanência no governo a partir de 2027. Marinho afirmou que, até o momento, apenas Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) têm garantida a continuidade na próxima administração.
A declaração surgiu em meio às movimentações para a formação do quarto mandato de Lula, após sua vitória nas eleições presidenciais de 2026. O presidente está planejando uma reorganização da Esplanada dos Ministérios e decidirá quais membros da equipe atual permanecerão em seus cargos.
Em entrevista a jornalistas, Marinho enfatizou: “Não conversei com o presidente. Sou soldado do presidente. […] Tem duas pessoas garantidas no próximo governo: Lula e Alckmin.” O ministro também comentou sobre as especulações em torno de seu futuro político, reafirmando sua disposição para cumprir qualquer função que Lula determinar.
Recentemente, em uma entrevista ao Metrópoles, Marinho havia descartado a possibilidade de assumir a chefia de gabinete de Lula, dizendo: “Estou tranquilo e sou soldado do presidente. Se ele disser que minha missão acabou, volto para casa tranquilamente, para cuidar dos meus netos. Se determinar que eu continue, ficarei muito satisfeito.”
Desde 2023 no cargo, Marinho não participou das eleições de 2026. A definição da nova composição ministerial deve ocorrer em janeiro de 2027.
Além disso, a formação do novo governo de Lula também envolve negociações com partidos do centrão. O presidente busca garantir apoio efetivo dessas legendas no Congresso Nacional como condição para a distribuição de ministérios e cargos de alto escalão.
Interlocutores de Lula já iniciaram diálogos com dirigentes partidários sobre a participação das siglas na próxima administração. As articulações incluem os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que mantiveram apoio ao petista durante a campanha eleitoral.
Lula também pretende acomodar aliados que não obtiveram sucesso nas eleições de 2026, incluindo nomes como o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
Entretanto, a composição do novo ministério terá que levar em conta a correlação de forças no Congresso, onde o PL terá as maiores bancadas a partir de 2027, o que poderá restringir as escolhas do presidente na distribuição de cargos.
Fonte: Gazeta Do Povo.









