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Líderes evangélicos reagem à vitória de Lula, lamentando, mas aceitando o resultado das urnas

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A recente vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026, realizada no último domingo, 25 de outubro, gerou reações de frustração entre líderes evangélicos que apoiaram o candidato bolsonarista. No entanto, muitos deles adotaram um tom de aceitação e reconheceram a decisão dos eleitores.

Entre os pastores que se manifestaram estão Silas Malafaia, Robson Rodovalho, Estevam Hernandes e Lucinho. Embora lamentassem o resultado, enfatizaram a importância de respeitar o processo democrático. Malafaia, em um vídeo, expressou sua tristeza, mas reconheceu que o resultado reflete a escolha da população brasileira. Ele concluiu com um pedido por misericórdia divina para o Brasil, diante das dificuldades econômicas e sociais que podem se agravar.

Robson Rodovalho, bispo e líder da igreja Sara Nossa Terra, também comentou sobre a votação. Em declaração à Folha de S.Paulo, ele destacou que a democracia é sobre conquistar a maioria, afirmando: “Fica nossa tristeza e nossa lástima, mas democracia é isso, vence quem consegue comunicar e convencer a maioria.”

O apóstolo Estevam Hernandes, ligado à Igreja Renascer em Cristo, pediu que a decisão fosse aceita, ressaltando a importância de manter a fé e a esperança em dias melhores. Já o bispo Abner Ferreira, da Assembleia de Deus, enfatizou a necessidade de maturidade e respeito pelas escolhas dos eleitores, independentemente das crenças pessoais.

César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, pediu que os brasileiros superassem as divisões da campanha e orassem pelo novo governo, enquanto o pastor Josué Valandro Jr. expressou tranquilidade por ter feito sua parte na campanha. O bispo JB Carvalho compartilhou uma mensagem positiva, afirmando que a vida continua e que a fé deve prevalecer.

Por outro lado, o reverendo Augustus Nicodemus Lopes lembrou que a esperança da Igreja não deve depender dos resultados eleitorais, citando a história de perseguições enfrentadas pelos cristãos ao longo do tempo.

A Igreja Universal do Reino de Deus, que não apoiou oficialmente nenhum candidato, enviou uma mensagem aos fiéis, destacando que a eleição não deve prejudicar relações pessoais e que a fé permanece inalterada, independentemente do resultado.

Essas manifestações evidenciam um misto de frustração e aceitação entre as lideranças evangélicas, que, apesar da derrota, reafirmam seu compromisso com a democracia e a importância de seguir em frente.

Fonte: Folha Gospel.