São Paulo – O Wall Street Journal (WSJ) revelou, nesta sexta-feira (24), que Kuwait e Bahrein realizaram, de forma sigilosa, ataques aéreos contra instalações militares no Irã no início de julho. Segundo fontes ouvidas pelo jornal norte-americano, trata-se da primeira ofensiva desses dois países do Golfo dentro do território iraniano desde o início da guerra entre Teerã e Washington, em fevereiro.
Os alvos incluíram depósitos de drones e mísseis, além de outros pontos estratégicos, de acordo com as mesmas fontes. Ainda conforme o WSJ, os Emirados Árabes Unidos forneceram informações de inteligência sobre os locais a serem atingidos e garantiram cobertura aérea defensiva às aeronaves de Kuwait e Bahrein, sinalizando um nível inédito de cooperação militar árabe contra o Irã.
Com o término do breve cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã nas últimas semanas, Teerã intensificou ataques de retaliação contra Kuwait e Bahrein, países que abrigam bases militares americanas. As duas nações possuem forças aéreas de porte limitado, equipadas com caças de fabricação norte-americana e europeia, mas, segundo pessoas familiarizadas com as operações, decidiram não permanecer passivas diante das investidas iranianas.
Após a publicação da reportagem, o embaixador do Kuwait em Washington, Al-Zain Al-Sabah, negou qualquer participação de seu país em bombardeios contra o Irã.
A escalada ocorre em meio à expectativa frustrada de que a guerra terminasse com as negociações conduzidas nos últimos meses. A retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã recolocou as monarquias do Golfo em um confronto que, segundo diplomatas regionais, elas preferiam evitar.
Com informações de Gazeta do Povo