A Justiça Eleitoral de Divinópolis, em Minas Gerais, instaurou um inquérito contra a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) por supostamente espalhar informações falsas sobre aliados de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão, datada de 14 de outubro de 2026, foi motivada por postagens realizadas pela deputada na rede social X, onde ela alegou que bolsonaristas estavam tentando revogar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, uma questão ligada a um projeto de lei arquivado há quase 20 anos.
O inquérito foi solicitado pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, que argumenta que Ana Elisa cometeu o crime de disseminação de informações enganosas que poderiam impactar o eleitorado. De acordo com o Código Eleitoral, essa prática pode resultar em pena de detenção de dois meses a um ano, ou multa.
A deputada fez as declarações em postagens nos dias 24 e 25 de setembro, respondendo a críticas dizendo que quem não acreditava deveria “procurar se informar”.
A investigação foi respaldada pelo Ministério Público Eleitoral, que considerou que havia elementos suficientes para justificar a abertura do inquérito, embora ainda seja necessário apresentar provas concretas de crime. A Justiça também encaminhou o caso para a Polícia Federal e ordenou que a plataforma X preservasse os registros das publicações de Ana Elisa entre 24 de setembro e 8 de outubro.
Os advogados da deputada solicitaram que ela fosse impedida de compartilhar informações falsas sobre a eleição presidencial, mas o Ministério Público rejeitou a medida, considerando-a excessivamente genérica. O juiz Orlando Israel de Souza concordou, afirmando que não havia justificativa para uma restrição tão ampla.
Ana Elisa, que recebeu 524.219 votos e se tornou a deputada federal mais jovem eleita, tem enfrentado críticas por declarações antigas. Sua assessoria afirmou que seus comentários foram tirados de contexto e que ela se retratou, destacando que suas opiniões mudaram desde então. Recentemente, a deputada desativou seu perfil na plataforma X após receber ameaças de morte e violência sexual.
Além disso, Ana Elisa anunciou sua intenção de acionar o Tribunal Superior Eleitoral contra o deputado Nikolas Ferreira (PL), que compartilhou uma suposta mensagem dela a favor do fechamento de igrejas, afirmando que nunca fez tal declaração.
Fonte: Revista Oeste.









