E7442C86FCBF891E007D063FE7FD2E3D
Home / Notícias / Jurista aponta sinais de que Moraes pode repetir intervenções eleitorais de 2022

Jurista aponta sinais de que Moraes pode repetir intervenções eleitorais de 2022

ocrente 1784556565
Spread the love

Brasília, 20 de julho de 2026 – O advogado constitucionalista André Marsiglia afirma que recentes decisões do ministro Alexandre de Moraes indicam a possibilidade de uma nova atuação intervencionista da Justiça Eleitoral semelhante à verificada nas eleições de 2022.

Em artigo publicado nesta segunda-feira (20), Marsiglia relembra que, há quatro anos, veículos de imprensa e perfis em redes sociais sofreram remoções de conteúdo determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como exemplo, cita a determinação de Moraes para retirar do ar uma reportagem do jornalista Cláudio Dantas e, em seguida, o texto que denunciava a própria censura, episódio descrito pelo advogado como “censura da censura”.

Segundo o jurista, o cenário se repetiu de forma mais discreta nas eleições municipais de 2024, quando o acesso à plataforma X (antigo Twitter) foi suspenso no Brasil durante o período eleitoral, colocando novamente o Judiciário no centro do debate político.

Decisões envolvendo Jair e Flávio Bolsonaro

Marsiglia destaca que, em 2026, as medidas judiciais passaram a atingir diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro. A prisão domiciliar imposta ao ex-mandatário inclui a proibição de manifestações políticas por meio de terceiros, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Para o advogado, a restrição inviabiliza que Flávio explore o legado político do pai, criando um “efeito inibidor” – conceito conhecido como chilling effect – que, embora não impeça formalmente a candidatura, limitaria sua força eleitoral.

“Moraes permite que o bolsonarismo exista, mas esvazia sua essência”, escreve Marsiglia, ao apontar que a medida retira do senador uma vantagem competitiva decisiva na corrida presidencial.

Preocupação com o debate público

No texto, o especialista em liberdade de expressão alerta para o risco de a sociedade e a imprensa permanecerem “caladas e amedrontadas” diante de novas intervenções judiciais durante o pleito de 2026. Ele questiona se a lógica vista em 2022 será reproduzida e se haverá reação institucional para conter possíveis excessos.

Com informações de Pleno.News