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Dois cristãos são detidos no Paquistão por acusações de blasfêmia

Bandeira do Paquistao Foto Folha GospelCanva
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No Paquistão, dois cristãos foram presos sob acusações de blasfêmia, um tema que vem sendo amplamente criticado por organizações de direitos humanos. Samuel Arif, de 26 anos, foi detido no sábado, 29 de agosto, em Lahore, após um muçulmano alegar que ele fez comentários ofensivos sobre Maomé e sua esposa, Aisha, e supostamente assediou suas filhas menores.

As acusações surgiram de um incidente ocorrido na noite de 28 de agosto, quando Muhammad Umair Alam Khan, autor da denúncia, afirmou que Arif teria dito a suas filhas que o Profeta Maomé teria aparecido em seu sonho pedindo que ele se casasse com elas. Além disso, Khan alegou que Arif tentou aplicar uma substância não identificada no rosto das meninas.

A polícia registrou o caso com base na Seção 295-C do Código Penal do Paquistão, que prevê pena de morte para ofensas contra Maomé, e na Seção 298-A, que criminaliza ofensas contra as esposas do profeta, com pena de até três anos de prisão. A família de Arif nega as acusações e acredita que ele pode ter sido alvo de uma armadilha devido a desavenças pessoais.

O segundo cristão, Amir Masih, de 30 anos, foi preso em 11 de agosto, no distrito de Gujranwala, após a publicação de um vídeo em redes sociais que comparava Jesus Cristo a Maomé. Ele também enfrenta acusações sob as mesmas seções do Código Penal. Informações sobre o paradeiro da família de Masih não estão disponíveis, já que eles se esconderam após a prisão.

A organização Human Rights Focus Pakistan (HRFP) pediu um julgamento justo para ambos os casos e destacou que as leis de blasfêmia no Paquistão são frequentemente usadas para resolver disputas pessoais. Apesar de não haver execuções estatais recentes por blasfêmia, as acusações têm levado a linchamentos e detenções prolongadas, especialmente de minorias religiosas.

Um estudo recente indicou que a maioria dos casos de blasfêmia registrados nos últimos cinco anos foi considerada falsa, com muitos envolvendo disputas pessoais. A situação para as minorias religiosas, especialmente os cristãos, permanece crítica, com o Paquistão classificado em oitavo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, devido à discriminação e violência sistemáticas.

Fonte: Folha Gospel.