A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, afirmou nesta segunda-feira (13) que as críticas a seus gastos em viagens internacionais representam “misoginia pura” e fazem parte de uma “estratégia da extrema-direita” para atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista ao programa Frente a Frente, produzido pelo portal UOL em parceria com o jornal Folha de S.Paulo, Janja explicou que se hospeda em embaixadas brasileiras e utiliza a cabine executiva nos voos por recomendações de segurança. “Viajo de Executiva por questão de segurança; não viajo de econômica por alguns regramentos que tenho de seguir”, declarou.
A primeira-dama contou que, diante dos ataques, chegou a cogitar “pegar as bolsas e as cachorras” e voltar para São Paulo, mas desistiu da ideia. “É mais fácil me atingir para atingir o presidente da República”, afirmou.
Atuação no governo
Questionada sobre a possibilidade de ocupar um cargo formal, Janja disse que o Brasil “nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente” e ressaltou que cumpre agenda no Palácio do Planalto quase todos os dias. Segundo ela, a sociedade e a imprensa ainda não se habituaram a esse tipo de atuação.
Ela acrescentou que veículos internacionais a procuram com mais frequência do que a imprensa brasileira.
Pautas prioritárias
A primeira-dama destacou o combate à violência contra a mulher e a luta contra a fome como eixos centrais de seu trabalho. Aproveitou para manifestar solidariedade à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que, segundo Janja, também teria sido alvo de ofensas misóginas.
Durante a conversa, Janja recordou o episódio em que uma foto publicada ao lado da então ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, teria antecedido a demissão do ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. Ela voltou a mencionar, sem detalhes, que foi vítima de assédio sexual no exercício da função de primeira-dama.
Com informações de Gazeta do Povo










