A primeira-dama Janja da Silva gerou controvérsia ao afirmar em um vídeo que Flávio Bolsonaro, caso eleito presidente, encerraria o programa Farmácia Popular. Em suas declarações, Janja vinculou a vitória do senador a um aumento da influência do crime organizado no Brasil.
“E o Farmácia Popular? Flávio Bolsonaro vai acabar”, disse Janja ao se manifestar em apoio à candidatura de Lula da Silva no segundo turno das eleições. Essa afirmação provocou uma rápida reação do Partido Liberal (PL), que defendeu Flávio e negou qualquer intenção de acabar com o programa. “Com Flávio Bolsonaro, os remédios gratuitos vão continuar sendo distribuídos pelo programa Farmácia Popular. A esquerda mente e manipula! Não caia em FAKE NEWS!”, publicou o partido em suas redes sociais.
A polêmica surge em um contexto de crescente desinformação envolvendo Flávio Bolsonaro, que recentemente foi alvo de notícias falsas relacionadas a Nossa Senhora Aparecida. A acusação de que ele pretendia retirar o título de padroeira do Brasil da santa também foi amplamente divulgada por aliados do governo, incluindo Janja e a senadora derrotada Simone Tebet.
O Supremo Tribunal Federal (STF) já determinou que as plataformas sociais removam conteúdos falsos sobre a santa, evidenciando a preocupação com a disseminação de fake news durante o período eleitoral. A declaração de Janja, portanto, levanta questionamentos sobre a conduta de figuras públicas em momentos de tensão política.
As reações à fala da primeira-dama e à campanha de desinformação têm sido intensas nas redes sociais, com muitos usuários pedindo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tome medidas contra as fake news que possam influenciar o resultado das eleições.
Fonte: Revista Oeste.










