Brasília – Eduardo Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e pré-candidato a deputado distrital, respondeu nesta quarta-feira (22) às críticas feitas por Eduardo Bolsonaro (PL) contra a irmã.
Filho do ex-presidente chamou vídeo de Michelle de “imaturidade”
O atrito começou depois que Eduardo Bolsonaro, em entrevista ao portal Metrópoles, classificou como “imatura” a manifestação pública de Michelle sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, o tema deveria ter sido debatido “internamente” pela família, sem exposição nas redes sociais.
“Foi uma imaturidade da Michelle, ela jamais poderia ter feito aquele vídeo. Esses assuntos a gente resolve internamente”, disse o deputado federal ao veículo.
Resposta de Eduardo Torres
Sem citar o nome de Eduardo Bolsonaro, Torres publicou mensagem irônica em suas redes sociais. No texto, sugeriu que a ex-primeira-dama é cobrada por não seguir expectativas políticas específicas.
“Michelle, você não deveria ter feito um vídeo falando que o Ciro Gomes não apoia a direita nem o Bolsonaro. Michelle não deveria postar foto das comidas que faz com tanto carinho para o seu marido. Michelle, você não deveria falar, nem opinar, sobre aquilo: política partidária, mesmo criando o maior movimento partidário feminino. Michelle, não se meta”, escreveu.
Em seguida, completou: “Ei, Michelle! Calma aí! Por que você não fala o que eu quero na política? Imatura.”
Contexto do desentendimento familiar
A tensão dentro do grupo político dos Bolsonaro aumentou após um vídeo publicado por Michelle em 24 de junho. Na gravação, ela criticou alianças do PL que envolveriam apoio a Ciro Gomes (PDT) no Ceará e afirmou que alguns nomes escolhidos pelo partido não representariam a direita conservadora. Na mesma ocasião, relatou ter sofrido “maus-tratos e humilhações” de Flávio Bolsonaro, episódio que contribuiu para sua saída da presidência do PL Mulher.
Eduardo Torres mantém relação próxima com o ex-presidente Jair Bolsonaro e chegou a ser indicado pela defesa do ex-mandatário para atuar como cuidador durante a prisão domiciliar imposta pelo Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido, alegando falta de qualificação técnica.
Até o momento, nenhum dos envolvidos voltou a comentar publicamente o assunto.
Com informações de Direita Online