O governo do Irã executou Alireza Sepahi, de 25 anos, no dia 5 de outubro, apenas algumas horas após ele realizar um casamento por telefone com Mahshad Keshani, de 22 anos, que também está encarcerada. A execução ocorreu na Prisão Central de Isfahan, onde Sepahi cumpria pena por sua participação em protestos contra o regime.
O casamento foi organizado por um advogado de direitos humanos e, mesmo sem a possibilidade de um encontro presencial, a cerimônia foi marcada por forte emoção, com Sepahi chorando ao ouvir o pedido de casamento de Keshani. O advogado Amirsalar Davoudi coordenou o evento e leu os votos para que as famílias pudessem dar sua bênção.
Sepahi foi condenado à morte por sua atuação em protestos que ocorreram em 8 de janeiro na Praça Alikhani, em Isfahan. Ele e seu co-réu, Alireza Raisi, foram acusados de envolvimento na morte de quatro membros das forças de segurança. Ambos receberam a pena capital e foram executados, embora Sepahi já tivesse enfrentado uma tentativa de execução anterior, que foi adiada após ele sofrer um ataque cardíaco.
Após a execução, a família de Sepahi foi impedida de levar seu corpo para sepultamento em sua cidade natal. A situação gerou uma forte repercussão internacional, com Maryam Rajavi, presidente do Conselho Nacional da Resistência do Irã (CNRI), fazendo um apelo ao secretário-geral da ONU, António Guterres, para que tome medidas urgentes contra as execuções e os assassinatos de manifestantes no país. Rajavi enfatizou o número alarmante de execuções e a impunidade em relação às violações de direitos humanos no Irã.
“Não sei como lidar com isso”, declarou o advogado Davoudi, expressando a dor e a indignação diante da situação.
Fonte: Gospel Mais.









