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Líder do Chega reitera que Portugal não deve pedir desculpas pela era colonial

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Lisboa – 15 de abril de 2026 – O deputado André Ventura, líder do partido nacionalista de direita Chega, afirmou que Portugal não tem motivo para apresentar desculpas pelos cerca de cinco séculos de colonização em territórios africanos.

A declaração foi feita na noite de segunda-feira (13) durante debate transmitido pela CNN Portugal com o historiador José Pacheco Pereira. O encontro marcou os 52 anos da Revolução dos Cravos, que pôs fim à ditadura, encerrou a Guerra Colonial Portuguesa e antecedeu a independência de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Não venha cá dizer que temos de pedir desculpa pelos nossos 500 ou 600 anos em Angola, Moçambique e Guiné”, disse Ventura. O parlamentar citou obras erguidas no período – como igrejas, estradas, hospitais e barragens – e questionou se essas construções “devem ser atiradas fora” ou se Portugal “deve agora penitenciar-se” pelo que ocorreu.

Para o líder do Chega, a atuação do país no passado refletia “o mundo a girar naquele tempo”. Ele sustentou que os portugueses “levaram a fé cristã e civilização a sítios que não tinham” e que, em locais como Moçambique, “ainda hoje há barragens construídas por nós”. Ventura chegou a perguntar se ex-colônias pretendem indenizar Portugal por essas obras.

O partido Chega é contrário ao pagamento de reparações. Em 2024, quando o então presidente Marcelo Rebelo de Sousa declarou que Portugal deveria liderar um processo de compensação, Ventura classificou a fala como “profunda traição” e “irresponsabilidade criminosa”. Na ocasião, a sigla sugeriu levar o chefe de Estado à Justiça por suposta traição.

Com informações de Gazeta do Povo