Kyiv, 11 jun. 2026 – Autoridades ucranianas acusaram nesta quarta-feira (10) os serviços de inteligência da Rússia de recrutar adolescentes e jovens mulheres para assassinar soldados ucranianos, principalmente por meio do aplicativo Telegram.
O chefe da Polícia Nacional, Ivan Vyhivskyi, afirmou que, desde o começo do ano, foram registrados seis casos de homicídio ou tentativa de homicídio ligados ao esquema; um deles foi frustrado antes da execução. Segundo ele, recrutadores oferecem dinheiro fácil, instruem as jovens a se aproximarem de militares em redes sociais ou aplicativos de namoro e, depois de conquistar a confiança das vítimas, orientam-nas a colocar substâncias tóxicas em bebidas durante encontros.
Operação financiada à distância
De acordo com Vyhivskyi, agentes russos cobrem despesas de aluguel de apartamentos, compra de bebidas alcoólicas e demais custos da operação. As mensagens enviadas às participantes indicam pontos onde drogas como metadona estariam escondidas previamente para uso nos ataques.
Menor detida
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) informou a prisão recente de uma adolescente de 17 anos, suspeita de ter envenenado um militar de 27 anos após receber instruções de um agente russo via Telegram. A jovem teria ingressado nos canais de recrutamento enquanto buscava formas rápidas de obter renda.
Alvos além dos envenenamentos
O SBU também investiga o aliciamento de menores de 13 a 18 anos para incendiar veículos militares e instalações ferroviárias em território ucraniano. A polícia pediu que pais monitorem a atividade on-line dos filhos e aconselhou militares a redobrar a cautela ao se relacionarem com pessoas conhecidas apenas pela internet.
As investigações prosseguem, e as autoridades não divulgaram detalhes sobre eventuais prisões de recrutadores ou o valor dos pagamentos oferecidos aos adolescentes.
Com informações de Gazeta do Povo