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Trump celebra 80 anos com superevento do UFC no gramado da Casa Branca

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O gramado sul da Casa Branca receberá neste domingo, 14 de junho, o UFC Freedom 250, edição especial da liga de artes marciais mistas organizada para comemorar simultaneamente o aniversário de 80 anos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Dia da Bandeira no país.

Estrutura e público

Para transformar a residência oficial em arena, o UFC ergueu uma estrutura metálica de 28 metros de altura e 545 toneladas, apelidada de “The Claw”. A peça foi fabricada na Bélgica, testada na Filadélfia e transportada por caminhões até Washington. O investimento total supera US$ 60 milhões, bancados integralmente pela organização do evento.

Cerca de 900 trabalhadores participaram da montagem iniciada em 20 de maio. Aproximadamente 4 mil convidados — entre eles mais de mil militares e familiares — assistirão às lutas no gramado; outras 120 mil pessoas são esperadas em área externa próxima à Casa Branca.

Programação patriótica

Além dos combates, a programação inclui bandas militares, apresentação dos paraquedistas Golden Knights do Exército, show da Zac Brown Band, exibição dos tradicionais cavalos Clydesdale e dez minutos de fogos de artifício. O presidente Trump idealizou o evento como parte das celebrações dos 250 anos da independência dos EUA, que ocorrerá em 4 de julho deste ano.

Card principal

A luta principal coloca o campeão dos leves, Ilia Topuria (Geórgia/Espanha), contra o norte-americano Justin Gaethje. Na sequência mais aguardada para o público brasileiro, Alex “Poatan” Pereira enfrenta o francês Ciryl Gane pelo cinturão interino dos pesados.

Completam o card:

  • Mauricio Ruffy (Brasil) x Michael Chandler (EUA) – peso-leve
  • Diego Lopes (Brasil) x Steve Garcia (EUA) – peso-pena
  • Sean O’Malley (EUA) x Aiemann Zahabi (Canadá) – peso-galo
  • Josh Hokit (EUA) x Derrick Lewis (EUA) – peso-pesado
  • Bo Nickal (EUA) x Kyle Daukaus (EUA) – peso-médio

O presidente do UFC, Dana White, aliado político de Trump, afirmou que o evento foi montado para “contar a história da América desde a primeira até a última luta”. O peso-leve Michael Chandler declarou que caminhar da Casa Branca ao octógono “representando a América” é “um sonho realizado”.

Disputa judicial

No dia 6, o escritório Public Integrity Project acionou a justiça federal em nome do veterano Paul Romano e da ativista Susan Douglas para tentar suspender o UFC Freedom 250. A ação alega que o Departamento do Interior e o Serviço Nacional de Parques violaram regras federais ao permitir um evento esportivo privado em área pública sem avaliação ambiental nem autorização do Congresso.

Os autores sustentam ainda que o evento não se enquadra na isenção concedida às celebrações do bicentenário e meio da independência e apontam possível conflito de interesses, já que Trump declarou ter entre US$ 15 mil e US$ 50 mil em ações do TKO Group Holdings, controlador do UFC.

O Departamento de Justiça defendeu a legalidade do espetáculo, alegando que o processo foi apresentado tarde demais e que sua suspensão traria prejuízos a atletas, patrocinadores e público. O juiz federal Amit P. Mehta ainda não marcou audiência, e o cronograma do evento permanece inalterado.

Com informações de Gazeta do Povo