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Trump Jr. em Nova York defende aliança EUA-Brasil e condena dependência da China

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NOVA YORK, 11 de maio de 2026 – Durante evento realizado nesta segunda-feira na cidade norte-americana, o empresário Donald Trump Jr., vice-presidente executivo da Organização Trump e filho do presidente dos Estados Unidos, conclamou Brasil e Estados Unidos a estreitarem a cooperação econômica e criticou a crescente dependência de nações aliadas em relação à China.

Trump Jr. dividiu o palco com Wesley Batista, um dos controladores da JBS, e destacou que setores como mineração, agronegócio e tecnologia precisam ser tratados como áreas estratégicas na parceria bilateral. “Alinhar nossos interesses com países que compartilham valores semelhantes e reduzir a dependência da China é fundamental”, afirmou.

Alvo na cadeia de suprimentos

Na avaliação do executivo, a cadeia global de suprimentos vem sendo “capturada” por países que não compartilham dos mesmos princípios de Washington. Ele alertou que os Estados Unidos não podem depender de modelos ou infraestrutura tecnológica chinesa em áreas como inteligência artificial e redes 5G, recomendação que, segundo ele, deve ser seguida também por parceiros como o Brasil.

Posição do setor privado brasileiro

Wesley Batista reforçou a defesa de laços mais próximos entre Brasília e Washington. O empresário classificou a aproximação como “natural” e citou a experiência de internacionalização da JBS nos EUA. “Existe uma similaridade muito grande entre os dois países, o que facilita a operação de empresas brasileiras aqui”, disse.

Cenário político e investimentos

O encontro ocorreu poucos dias após a reunião de quase três horas entre o presidente brasileiro Lula e o presidente Donald Trump na Casa Branca, focada em comércio e atração de investimentos. Embora a China tenha aplicado US$ 6,1 bilhões no Brasil em 2025, alta de 45% em relação ao ano anterior, os Estados Unidos continuam na liderança do estoque de investimento direto, com US$ 232,8 bilhões em 2024 — quase seis vezes o montante chinês.

Washington vê o Brasil como peça-chave para diversificar o acesso a minerais críticos e terras raras, hoje dominados por Pequim. Lula, porém, reiterou que não dará exclusividade a nenhum país e continuará aberto a capitais de China, Alemanha, Índia e outros.

Articulação de bastidores

De acordo com a agência Reuters, Joesley Batista, irmão de Wesley, atuou na organização do encontro entre Lula e Trump. A imprensa norte-americana revelou ainda que a Pilgrim’s Pride, subsidiária da JBS nos EUA, doou US$ 5 milhões ao comitê de posse de Trump em 2025, a maior contribuição individual divulgada até o momento.

O evento em Nova York contou também com a presença de André Esteves, chairman do BTG Pactual, entre outras lideranças empresariais brasileiras.

Com informações de Gazeta do Povo