Washington – Os três remanescentes da Comissão de Assistência Eleitoral dos Estados Unidos (EAC, na sigla em inglês) deixaram seus cargos nesta quinta-feira, 9 de julho de 2026, após decisões da Casa Branca. O presidente da comissão, Thomas Hicks, e o comissário Benjamin Hovland, ambos filiados ao Partido Democrata, foram oficialmente demitidos pelo governo. Já a republicana Christy McCormick apresentou renúncia imediata.
Com as saídas, a EAC fica sem representantes. O colegiado já contava com uma vaga aberta desde abril, quando o comissário republicano Donald Palmer renunciou. Criada pelo Congresso em 2002, a agência é responsável por certificar equipamentos de votação, distribuir recursos federais a estados e municípios e elaborar orientações de segurança para o processo eleitoral.
Em comunicado, a Casa Branca afirmou que o presidente Donald Trump possui “autoridade legal” para dispensar autoridades que, segundo o governo, “não estejam alinhadas à missão de garantir eleições seguras e a contagem de votos legítimos”. A decisão ocorre a menos de quatro meses das midterms, as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
A medida vem na esteira de decisão da Suprema Corte, em junho, que ampliou os poderes presidenciais para nomear e demitir dirigentes de agências independentes. No ano passado, Trump assinou ordem executiva determinando que a EAC incluísse a exigência de comprovação de cidadania nos formulários federais de registro de eleitores e pressionasse os estados a aceitar apenas votos enviados pelo correio que chegassem até o dia da eleição. Essa ordem foi suspensa pela Justiça no fim de junho.
Sem comissários em exercício, a continuidade das funções da EAC, como a liberação de verbas e a homologação de equipamentos de votação, dependerá de novas nomeações do Senado ou de medidas emergenciais do Executivo.
Com informações de Gazeta do Povo