O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta segunda-feira (2) seu primeiro pronunciamento na Casa Branca desde o início da guerra com o Irã, detalhando quatro metas para a ofensiva norte-americana: destruir as capacidades de mísseis iranianos, aniquilar a Marinha do país persa, impedir a fabricação de armas nucleares e cortar o apoio de Teerã a grupos terroristas fora de suas fronteiras.
Falando no Salão Leste da residência oficial, Trump classificou os ataques em curso como a “última e melhor oportunidade” para neutralizar o programa de mísseis iraniano, que, segundo ele, avançava de forma “rápida e drástica” e representava “ameaça clara e colossal” às forças dos EUA no exterior.
O republicano informou que as Forças Armadas dos EUA “continuam a executar opções de combate em larga escala” e, embora no domingo tenha estimado entre quatro e cinco semanas de confrontos, afirmou agora que Washington está preparado “para ir muito além disso”.
Trump relembrou a decisão, tomada em seu primeiro mandato, de retirar o país do acordo nuclear negociado pelo ex-presidente Barack Obama, classificando o pacto como “horrível e perigosíssimo” e alegando que permitiria ao Irã obter armas nucleares em três anos.
Durante o discurso, o presidente também mencionou a morte de quatro militares norte-americanos em ataque aéreo iraniano no Kuwait. A cerimônia na qual falou homenageava veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão.
Questionado sobre uma possível retomada de negociações com Teerã, Trump disse não estar disposto a reabrir o diálogo após o fracasso de tentativas anteriores.
No Oriente Médio, o conflito ganhou novos contornos. Mais cedo, o Catar anunciou ter abatido dois caças SU-24 de fabricação russa pertencentes ao Irã e interceptado sete mísseis balísticos e cinco drones que teriam como alvo diferentes áreas do país.
O Pentágono confirmou o envio de reforços para a região, mas descartou, por enquanto, o desembarque de tropas terrestres em solo iraniano. Em breve declaração à CNN, Trump afirmou que as forças norte-americanas estão “dando uma surra” no Irã, mas advertiu que a “grande onda” da operação ainda está por vir.
Com informações de Gazeta do Povo