O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, que as forças americanas voltarão a bombardear o Irã ainda esta noite e que Washington assumirá, em breve, o controle do setor de petróleo e gás do país persa.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que os EUA atacarão o Irã “com muita força” e acrescentou que a Marinha, a Força Aérea, os radares, a defesa antiaérea e “a maior parte da capacidade ofensiva” iraniana já teriam sido “destruídos”.
O presidente também anunciou a intenção de tomar a Ilha de Kharg — ponto de passagem de cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas — e “outros pontos de infraestrutura petrolífera”, assumindo “controle total” dos mercados de petróleo e gás do Irã. Segundo Trump, a estratégia seguirá o “modelo” aplicado à Venezuela, que, segundo ele, “está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos”.
Tensão no Estreito de Ormuz
Horas antes da declaração americana, a Guarda Revolucionária Islâmica advertiu que transformaria o Oriente Médio em um “inferno” caso Washington tentasse reabrir o Estreito de Ormuz. Teerã alega ter fechado completamente a rota marítima após a troca mais recente de ataques; os EUA negam o bloqueio.
Desde ontem, forças iranianas anunciaram investidas contra bases dos Estados Unidos em países aliados no Oriente Médio, em resposta a bombardeios americanos contra sistemas de vigilância, comunicações e defesas aéreas em território iraniano.
Escalada de hostilidades
Na quarta-feira, 10, Trump já havia afirmado que o Irã “demorou demais” para firmar um acordo de paz com Washington e Israel, motivo pelo qual “pagaria o preço”. O confronto atual encerra na prática o cessar-fogo vigente desde 7 de abril, período em que Irã e Israel também trocaram disparos.
As novas ameaças elevam a tensão regional e indicam uma possível ampliação do conflito envolvendo EUA, Irã e aliados.
Com informações de Gazeta do Povo