O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, por 50 votos a 48, uma resolução que exige do presidente Donald Trump o fim das ações militares contra o Irã ou o envio de um pedido formal de autorização ao Congresso.
A proposta já havia passado pela Câmara dos Representantes no início de junho e, embora não tenha força legal obrigatória, representa um importante revés político para a Casa Branca.
O resultado expôs divisões internas entre os republicanos: Rand Paul (Kentucky), Lisa Murkowski (Alasca), Susan Collins (Maine) e Bill Cassidy (Louisiana) apoiaram a medida ao lado dos democratas. O único democrata contrário foi John Fetterman, da Pensilvânia.
O conflito começou em 28 de fevereiro e, nos últimos dias, parlamentares republicanos manifestaram ceticismo quanto ao memorando de cessar-fogo firmado pelo governo, que estabelece 60 dias para negociar um acordo de paz. Eles também demonstraram preocupação com o impacto político e econômico de uma guerra impopular entre os eleitores.
“A cada segundo que esta guerra continua, o custo para o povo americano aumenta”, declarou o líder democrata no Senado, Chuck Schumer.
Trata-se da primeira ocasião, desde a aprovação da Lei dos Poderes de Guerra de 1973, em que ambas as Casas do Congresso endossam uma resolução conjunta solicitando ao presidente o encerramento de um conflito militar.
Com informações de Gazeta do Povo