WASHINGTON — Senadores republicanos impediram nesta quarta-feira (13) a sétima tentativa democrata de obrigar o presidente Donald Trump a encerrar a guerra contra o Irã, mantendo o aval do Congresso à operação batizada de “Fúria Épica”.
A resolução apresentada pela oposição recorria à Lei de Poderes de Guerra de 1973, que exige autorização formal do Legislativo para missões militares depois de 60 dias de combate. O prazo começou em 2 de março e terminou em 1º de maio, mas, por ênfase da maioria republicana, teria sido suspenso por causa de um cessar-fogo temporário entre Washington e Teerã.
O texto foi rejeitado quase em bloco pela bancada governista. Três republicanos — Lisa Murkowski (Alasca), Susan Collins (Maine) e Rand Paul (Kentucky) — romperam a orientação do partido e votaram com os democratas, insuficientes, porém, para obter a maioria simples necessária.
Antes da votação, o líder da minoria, Chuck Schumer, pediu apoio dos colegas para “frear uma guerra que já dura mais de dois meses” e criticou declarações de Trump de que não estaria “pensando na situação financeira dos americanos”, apesar do impacto da ofensiva sobre o custo de vida e os preços dos combustíveis.
Autor da proposta derrotada, o senador Jeff Merkley (Oregon) classificou a campanha militar como “Fracasso Épico”. Segundo ele, a ação não garantiu acesso a urânio altamente enriquecido, fortaleceu alas radicais no Irã, enfraqueceu reformistas e prejudicou relações dos Estados Unidos com aliados.
Com a decisão, as tropas norte-americanas permanecem autorizadas a atuar no Oriente Médio sem novo aval do Congresso, e o governo Trump segue livre para conduzir a estratégia militar contra Teerã.
Com informações de Gazeta do Povo