O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, declarou nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, que o ambiente internacional cada vez mais instável exige que a aliança mantenha uma postura nuclear “crível, segura e eficaz”. A fala ocorreu durante participação virtual no simpósio anual da Otan sobre política nuclear, realizado em Istambul, Turquia.
Segundo Rutte, o aumento das tensões globais e a deterioração das condições de segurança obrigam os 32 países membros a reforçar a capacidade de dissu asão nuclear — estratégia voltada a desencorajar ataques adversários por meio da ameaça de resposta militar.
“Em tempos de grande instabilidade, devemos garantir que a dissuasão nuclear da Otan continue sendo crível, segura e eficaz”, afirmou o secretário-geral.
Rutte também pediu que os aliados definam decisões-chave antes da próxima cúpula da Otan, marcada para julho em Ancara, capital turca. O objetivo, segundo ele, é chegar à reunião com uma posição comum sobre como adaptar a postura nuclear coletiva ao cenário internacional mais tenso.
As declarações surgem em meio a debates internos sobre o papel dos Estados Unidos, principal potência atômica da aliança. Nos últimos dias, Rutte procurou conter especulações sobre uma possível saída de Washington, levantadas após críticas públicas do presidente Donald Trump a parceiros europeus por não se envolverem na guerra contra o Irã.
Em entrevista recente ao jornal alemão Die Welt, o chefe da Otan disse não enxergar os EUA deixando a organização e reiterou confiança no “guarda-chuva nuclear” americano, considerado a principal garantia de segurança estratégica para a Europa.
A Otan mantém armas nucleares como parte de sua estratégia de defesa coletiva, principalmente por meio das capacidades dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França.
Com informações de Gazeta do Povo