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Regime venezuelano admite morte de preso político após quase um ano; oposição acusa assassinato

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Caracas – O Ministério dos Serviços Penitenciários da Venezuela confirmou, nesta quinta-feira (7), a morte do preso político Víctor Hugo Quero Navas, 51 anos, ocorrida em 24 de julho de 2025. A informação só veio a público nove meses depois e gerou novas acusações de violações de direitos humanos contra o governo de Nicolás Maduro.

Quero Navas foi detido em janeiro de 2025 sob suspeita de terrorismo, conspiração e traição à pátria. Segundo a pasta, ele estava recolhido no presídio El Rodeo I, próximo a Caracas, quando apresentou sangramento gastrointestinal e síndrome febril aguda em 15 de julho do ano passado. Transferido a um hospital, teria falecido nove dias depois por insuficiência respiratória aguda decorrente de tromboembolismo pulmonar.

Organizações não governamentais e líderes da oposição rejeitam a versão oficial. A Procuradoria venezuelana anunciou a abertura de inquérito para apurar as circunstâncias do caso.

Em publicação na rede social X, a dirigente opositora María Corina Machado afirmou que Quero Navas “foi desaparecido, torturado e assassinado”. Ela relatou que a mãe do detento, Carmen, passou 16 meses procurando o filho em várias prisões e só agora soube que ele estaria enterrado há nove meses. Machado classificou o episódio como “crime contra a humanidade cometido com total impunidade”.

A revelação ocorre poucos dias após a vice-presidenta e ditadora interina, Delcy Rodríguez, declarar o fim da anistia aprovada pelo Parlamento há dois meses. De acordo com a ONG Foro Penal, 454 pessoas continuam presas por motivos políticos no país.

O caso de Víctor Hugo Quero Navas reacende denúncias de desaparecimentos forçados e maus-tratos em unidades prisionais venezuelanas, pressionando o governo a dar transparência às condições de custódia e atendimento médico dos detentos.

Com informações de Gazeta do Povo