Nesta sexta-feira, 5 de junho de 2026, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, rejeitou a proposta de diálogo direto apresentada pelo líder ucraniano Volodymyr Zelensky. A negativa foi anunciada durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo.
Zelensky havia sugerido um encontro presencial em país neutro — Suíça ou Turquia — com mediação de nações europeias, buscando um cessar-fogo imediato. Putin descartou a iniciativa, chamou a carta enviada por Kiev de “grosseira” e declarou que só aceitará um acordo de paz se a Ucrânia ceder áreas atualmente ocupadas, como a região de Donetsk. O Kremlin também vetou a participação de mediadores da Europa.
Escalada no Mar de Azov
Poucas horas após a recusa russa, as forças ucranianas ampliaram suas operações navais. De acordo com o comando militar de Kiev, drones atingiram cinco navios que navegavam com os radares desligados no Mar de Azov. A Ucrânia acusa as embarcações de roubar grãos e transportar combustível e suprimentos militares para tropas russas.
Explosão em porto romeno
Outro drone naval ucraniano explodiu no porto de Constança, na Romênia, gerando alerta na União Europeia. Kiev atribuiu o desvio de rota a interferência eletrônica russa. Não houve feridos, mas um navio e armazéns sofreram danos estruturais.
Negociações paralisadas
Com a rejeição de Moscou, o impasse diplomático se mantém. Putin afirmou que “não há sentido” em conversas no momento e que os combates podem prosseguir paralelamente à diplomacia. Zelensky respondeu declarando que a Rússia “escolheu novamente a guerra” e não demonstra interesse em preservar vidas civis ou militares.
Ainda não há data prevista para uma nova rodada de negociações, e os confrontos continuam sem perspectiva de cessar-fogo.
Com informações de Gazeta do Povo