Home / Internacional / População cava escombros em La Guaira após abalos de 7,5 e 7,2 na Venezuela

População cava escombros em La Guaira após abalos de 7,5 e 7,2 na Venezuela

ocrente 1782419658
Spread the love

Caracas – Moradores de La Guaira, região costeira mais atingida pelos terremotos de magnitude 7,5 e 7,2 que sacudiram a Venezuela na quarta-feira (24), passaram esta quinta-feira (25) escavando ruínas com pás, ferramentas improvisadas e as próprias mãos em busca de sobreviventes.

Testemunhas relataram falta de equipes oficiais suficientes. Centenas de pessoas reclamaram da ausência de efetivos da Defesa Civil e de outros órgãos de segurança para auxiliar nos resgates. Alguns prédios colapsaram totalmente; outros continuam soltando fumaça branca enquanto moradores ouvem gritos de parentes desaparecidos.

Corpos nas ruas e incêndios por botijões de gás

Segundo a agência EFE, há corpos espalhados pelas ruas de La Guaira. Incêndios provocados pela explosão de botijões de gás dificultam o trabalho dos voluntários, que também enfrentam focos de fumaça nos escombros.

A funcionária pública Gabriela Pérez, moradora de um edifício da estatal Misión Vivienda, disse que servidores públicos tiram fotos do cenário, mas não entram nos prédios danificados para ajudar. A EFE acompanhou o resgate de uma mulher chamada Mayra e de uma criança, além da remoção de pelo menos três corpos.

Bombeiros com recursos limitados

Em Playa Grande, também em La Guaira, uma equipe de cerca de dez bombeiros chegou com equipamentos básicos. No local, os corpos de três mulheres e de uma menina de dois anos permaneciam próximos a um prédio prestes a desabar.

Balanço oficial

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, atualizou o número de vítimas na quinta-feira (25):

  • 188 mortos;
  • 1.520 feridos;
  • mais de 200 pessoas presas sob escombros;
  • 157 desaparecidos.

Conforme Rodríguez, 2.927 famílias foram afetadas e ao menos 250 edifícios sofreram danos ou foram destruídos em La Guaira, incluindo imóveis em Caraballeda e Playa Grande. O relatório aponta ainda estragos em oito hospitais, 20 centros comerciais e 46 obras de infraestrutura pública; alguns hospitais precisaram ser evacuados.

Necessidades urgentes

A Cruz Vermelha Venezuelana destacou carência de abrigos emergenciais, atendimento médico, apoio psicológico, água potável, saneamento e itens básicos. A falta de alimentos já impacta moradores e voluntários.

Conselhos comunitários montam abrigos em escolas e estádios de beisebol. Prédios públicos funcionam como pontos de coleta de suprimentos. Imagens de satélite da empresa Vantor mostram colapsos em residências, danos em hotéis e armazéns, além de focos de incêndio. A interrupção de energia e internet dificulta o contato entre famílias e autoridades.

Com informações de Gazeta do Povo