O Ministério do Comércio da China anunciou neste sábado, 16 de maio de 2026, que Pequim e Washington concordaram em reduzir tarifas sobre “produtos relevantes” como parte de um entendimento preliminar destinado a ampliar o intercâmbio comercial entre os dois países. O anúncio ocorre poucos dias após o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, realizado em Pequim.
Apesar de confirmar a diminuição de tarifas, a pasta chinesa não detalhou quais bens serão contemplados nem estabeleceu data para a entrada em vigor dos cortes.
Criados conselhos para comércio e investimentos
Segundo o jornal estatal Global Times, as delegações concordaram em instituir um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimentos, fóruns destinados a discutir disputas tarifárias, barreiras a investimentos e outras questões econômicas bilaterais.
Setor agrícola em pauta
O entendimento preliminar inclui medidas para facilitar o acesso de produtos agrícolas aos mercados dos dois países. Pequim pediu que Washington elimine restrições a lácteos e pescados chineses e reconheça a província de Shandong como área livre de gripe aviária. Em contrapartida, a China se comprometeu a avançar em demandas americanas envolvendo carnes bovina e de frango.
Aviões e componentes
A agência turca Anadolu informou que Pequim também confirmou acordos para a compra de aeronaves dos Estados Unidos, além de garantir o fornecimento de motores e componentes aeronáuticos. Durante a visita, Trump declarou que a China concordou em adquirir 200 aviões da Boeing e motores fabricados pela General Electric; o governo chinês mencionou “acertos relevantes”, mas não divulgou números.
Tarifas ainda altas
De acordo com a CNBC, as tarifas médias norte-americanas sobre produtos chineses permanecem em 47,5%, enquanto os tributos chineses aplicados a bens dos EUA estão em 31,9%, reflexo da guerra tarifária dos últimos anos.
O Ministério do Comércio chinês acrescentou que os detalhes do acordo ainda estão em negociação e que técnicos dos dois países continuarão trabalhando para finalizar os termos.
Durante a reunião em Pequim, Trump convidou Xi Jinping para uma visita oficial aos Estados Unidos ainda em 2026. Segundo autoridades chinesas, o líder aceitou o convite e deve viajar ao país no final do ano.
Com informações de Gazeta do Povo