Autoridades dos Estados Unidos detectaram invasões a sistemas de medição automática de tanques de combustível (ATG) instalados em postos de gasolina de vários estados e apontam o Irã como principal suspeito, informou a rede CNN em 16 de maio de 2026.
Os ATGs, conectados à internet sem proteção por senha, tiveram os dados exibidos nas telas alterados pelos invasores. O ataque não modifica o volume real de combustível, mas pode mascarar problemas como vazamentos, segundo especialistas ouvidos pela emissora.
Fontes de segurança lembram que o Irã possui histórico de ofensivas contra infraestruturas similares. Em 2015, uma empresa de cibersegurança criou falsos ATGs para atrair hackers e registrou um grupo pró-Irã entre os primeiros a tentar acessá-los. Em 2021, documentos da Guarda Revolucionária iraniana listavam esses equipamentos como alvos potenciais. Já em 2023, logo após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro, medidores de pressão de água nos EUA foram invadidos para exibir mensagens anti-Israel, e investigadores atribuíram a ação a hackers ligados à mesma guarda.
Mesmo com suspeitas recorrentes, o FBI e a Agência de Segurança de Infraestrutura e Cibersegurança (CISA) não comentaram o episódio atual, e os responsáveis pelo ataque não deixaram vestígios que comprovem sua origem.
O chefe da agência de defesa cibernética de Israel, Yossi Karadi, declarou à CNN que o número de ofensivas iranianas aumentou desde o início da guerra contra Estados Unidos e Israel. Embora considere Teerã menos sofisticado que China ou Rússia, Karadi avalia que os iranianos se mostram persistentes em explorar falhas de proteção — como a ausência de senha nos ATGs, problema apontado há anos por autoridades norte-americanas e ainda não resolvido por parte do setor energético.
Com informações de Gazeta do Povo