O Paraguai formalizou nesta semana sua entrada no Compromisso de Santiago, aliança que reúne governos sul-americanos de orientação majoritariamente à direita para coordenar ações de combate ao crime organizado transnacional.
A assinatura foi realizada no Panamá, à margem da 56ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez, oficializou a adesão em nome do país, informou o Ministério das Relações Exteriores em Assunção.
O pacto, firmado originalmente em 28 de maio na capital chilena, já contava com Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador. Com a entrada paraguaia, o bloco passa a reunir seis países comprometidos em articular um plano de ação conjunto voltado à segurança regional.
Próximos passos
Segundo o documento, os signatários deverão:
- coordenar o controle de fronteiras;
- intensificar a troca de informações de inteligência;
- rastrear fluxos financeiros ilícitos;
- fortalecer mecanismos regionais de resposta.
Os ministros responsáveis pela Segurança e Relações Exteriores acordaram voltar a se reunir em 180 dias, em Buenos Aires, para avaliar os resultados e ajustar estratégias.
Contexto político
À exceção do Peru — que atravessa um longo processo eleitoral com tendência de vitória à direita —, todos os integrantes da iniciativa são liderados por governos conservadores alinhados ao Escudo das Américas, plano lançado em março pelo presidente norte-americano Donald Trump para enfrentar organizações criminosas e limitar a influência chinesa no hemisfério ocidental.
Com a adesão paraguaia, o Compromisso de Santiago ganha fôlego adicional na tentativa de estabelecer respostas coordenadas a redes de narcotráfico, contrabando e outras atividades ilícitas que operam além das fronteiras nacionais.
Com informações de Gazeta do Povo