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Padre da FSSPX aposta em próximo pontífice para anular excomunhão

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Wil (Suíça), 5 jul. 2026 – O padre Georg Kopf, integrante da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), afirmou neste domingo que confia em um futuro papa para pôr fim à excomunhão automática decretada contra o grupo após a consagração de quatro bispos sem autorização do Vaticano.

Ordenações que geraram o cisma

A crise ganhou contornos de cisma em 1.º de julho, quando a FSSPX ordenou quatro novos bispos em Écône, na Suíça, ignorando a exigência de mandato pontifício. Pelo Direito Canônico, a consagração episcopal não autorizada configura rebeldia extrema e acarreta excomunhão imediata aos envolvidos, além de romper formalmente a comunhão com Roma.

Confiança na reversão

Durante missa celebrada em Wil, Kopf declarou acreditar que “as portas se abrirão de novo” com o sucessor do papa Leão XIV. Ele recordou 2009, quando Bento XVI suspendeu excomunhões anteriores da fraternidade, e insistiu que as novas ordenações ocorreram “por fidelidade à tradição” e não para criar uma igreja paralela.

Quem é a Fraternidade São Pio X

Fundada em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre, a FSSPX é um movimento católico tradicionalista contrário a várias reformas do Concílio Vaticano II, como o diálogo inter-religioso e a substituição do latim na liturgia. A sede mundial fica na Suíça e a organização mantém presença em diversos países, inclusive no Brasil.

Consequências para clérigos e fiéis

Os quatro bispos recém-consagrados permanecem excomungados. Padres que desejarem retornar à plena comunhão deverão apresentar pedido formal ao Papa, professar a fé católica e cumprir um período de observação de até três anos. Para os leigos que frequentam missas da FSSPX, a Santa Sé informou que cada caso será analisado individualmente, sem punições automáticas.

Relação conturbada com o Vaticano

Desde 1988, quando João Paulo II excomungou Lefebvre e seus bispos, o relacionamento da fraternidade com Roma alterna avanços e retrocessos. Bento XVI levantou as penas em 2009, e o papa Francisco validou confissões e casamentos celebrados pelos sacerdotes do grupo. A nova ordenação clandestina de 2026, porém, interrompeu as tentativas recentes de reconciliação.

Com informações de Gazeta do Povo