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Lula pede ação urgente da ONU e critica líderes que “acordam e declaram guerras”

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BARCELONA, 18 de abril de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado que a Organização das Nações Unidas (ONU) “não pode ficar em silêncio” diante do aumento de conflitos armados no mundo e cobrou a convocação de reuniões extraordinárias pelo secretário-geral António Guterres para buscar a paz.

Durante discurso de encerramento da IV Cúpula em Defesa da Democracia, na capital catalã, Lula defendeu que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança “mudem de comportamento”. “Não podemos acordar todas as manhãs e ir dormir à noite sempre com a mensagem de um presidente ameaçando o mundo, declarando guerras”, disse, sem citar nomes.

O chefe do Executivo brasileiro também declarou que nenhum país, “por maior que seja”, tem o direito de impor regras a outros. Segundo ele, o extremismo e o desrespeito à Carta da ONU tornam o cenário internacional ainda mais perigoso.

Lula classificou a ONU como um instrumento “muito valioso, se funcionar bem”, mas criticou o fato de decisões unilaterais serem tomadas pelos próprios integrantes do Conselho de Segurança sem consulta ampla. Ele também reclamou da prática de os representantes permanentes enviarem embaixadores em seu lugar às sessões, o que, em sua avaliação, esvazia o debate e facilita o uso do veto.

O presidente lembrou que propostas de reforma do organismo estão na mesa “há muitos anos” e alertou que, sem mudanças, “a tendência é que a situação piore”. Ele destacou que o planeta vive hoje o maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.

Preocupação com Cuba

Na mesma apresentação, Lula voltou a criticar o bloqueio ao fornecimento de petróleo para Cuba. “É preciso acabar com esse bloqueio e deixar que os cubanos vivam suas vidas. Cuba tem problemas, mas é um problema dos cubanos”, afirmou, pedindo atenção urgente da comunidade internacional ao tema.

O evento em Barcelona reuniu líderes de vários países e foi acompanhado por agências internacionais de notícias.

Com informações de Gazeta do Povo