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Agência de inteligência holandesa classifica Rússia e China como principais ameaças à segurança nacional

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O Serviço Geral de Inteligência e Segurança da Holanda (AIVD) apontou nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, que Rússia e China representam os maiores riscos à segurança do país, descrevendo o cenário atual como o mais grave desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Em relatório anual divulgado pelo órgão, a diretora Simone Smit declarou que, nos 80 anos de existência da agência, “nunca houve um nível de ameaça tão elevado por um período tão prolongado”. Segundo ela, a ordem internacional que sustentou estabilidade e prosperidade durante décadas cedeu lugar a disputas de poder e crescente imprevisibilidade.

Rússia: hostilidade crescente

O documento afirma que Moscou intensificou ações hostis contra o Ocidente, inclusive a própria Holanda, recorrendo a espionagem, ataques cibernéticos e preparação para um confronto prolongado com países ocidentais. Diante desse quadro, o AIVD avalia que a hipótese de um conflito militar entre a Rússia e o Ocidente não pode ser descartada.

China: risco estratégico de longo prazo

Pequim é classificada como ameaça estrutural sobretudo nas áreas econômica e tecnológica. A inteligência holandesa relata que a China busca, de forma ilegal, conhecimento tecnológico avançado e tenta expandir sua influência internacional para remodelar a ordem global em benefício próprio. O texto ressalta que esse risco se intensificou ao longo de 2025.

Em estudo separado, o serviço de inteligência militar da Holanda concluiu que as capacidades cibernéticas ofensivas chinesas já igualam as dos Estados Unidos. O órgão destacou que apenas uma fração das operações digitais de Pequim contra interesses holandeses é identificada ou neutralizada.

Ameaças internas e apelo por mais defesa europeia

O relatório também menciona o avanço de grupos jihadistas e de movimentos extremistas entre parte da juventude holandesa. Diante do ambiente geopolítico volátil, a agência defende que a Europa reforce seus sistemas de defesa e inteligência.

Com informações de Gazeta do Povo