O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) avalia interromper o processamento migratório e alfandegário em aeroportos localizados em cidades-santuário dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026. A informação foi confirmada nesta terça-feira (27/05) pelo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, em entrevista à emissora Fox News.
A proposta, ainda em fase de estudo, busca pressionar autoridades municipais que restringem a cooperação com o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) a alinharem-se às políticas federais de imigração. “Eles estão impedindo, por meio de barricadas, que nossos funcionários entrem e saiam das instalações. Então, por que estamos processando voos internacionais no aeroporto desse local?”, questionou Mullin, referindo-se a recentes protestos em frente ao centro de detenção Delaney Hall, em Nova Jersey.
Caso seja adotada, a medida poderá afetar aeroportos movimentados como JFK (Nova York), LAX (Los Angeles), O’Hare (Chicago) e San Francisco, localizados em jurisdições que se autodeclaram cidades-santuário. Esses municípios limitam a troca de informações com agentes federais sobre a situação migratória de detidos.
Mullin frisou que o plano não recebeu aprovação final da Casa Branca nem possui cronograma para entrar em vigor. Ainda assim, a simples possibilidade já preocupa a indústria de turismo norte-americana, que aguarda a chegada de centenas de milhares de visitantes estrangeiros para o torneio internacional.
“Eles não querem que façamos cumprir as leis de imigração, mas querem que processemos os trâmites de imigração em suas instalações. Nada disso faz sentido para mim”, acrescentou o secretário.
A Copa do Mundo começa dentro de poucas semanas, e qualquer mudança no sistema de entrada de passageiros poderá impactar logística, hospedagem e conexões aéreas no país-sede.
Com informações de Gazeta do Povo