O segundo dia das cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei reuniu milhares de pessoas neste domingo, 5 de julho de 2026, na Grande Mesquita Mosala Imam Khomeini, em Teerã. Entre palavras de ordem contra os Estados Unidos e Israel, manifestantes exigiam retaliação pelo ataque norte-americano de 28 de fevereiro que matou o líder supremo e outros quatro integrantes da família.
Três filhos de Khamenei — Mostafa (64), Masoud (52) e Meysam (48) — acompanharam o velório. A ausência mais comentada foi a de Mojtaba Khamenei, 57 anos, novo líder supremo do Irã. Fontes próximas afirmam que ele permanece gravemente ferido desde a ofensiva norte-americana e consegue se comunicar apenas por mensagens, motivo pelo qual não apareceu em público desde então.
O presidente Masoud Pezeshkian, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, estiveram entre as principais autoridades presentes. O aiatolá Jafar Sobhani conduziu a oração fúnebre e incitou a multidão a entoar slogans de “Morte aos Estados Unidos” e “Morte a Israel”.
Clima de revolta
Cartazes com a imagem do presidente norte-americano Donald Trump sob a mira de uma arma e a frase “haverá sangue” circularam entre os participantes. O sepultamento ocorre justamente quando os Estados Unidos celebram 250 anos de independência, fator que acirrou o sentimento antigovernamental norte-americano durante o ato.
Próximos ritos
O corpo de Ali Khamenei percorrerá as ruas de Teerã nesta segunda-feira (6). Na terça (7), a comitiva segue para Qom, importante centro religioso xiita. Velórios adicionais estão marcados para quarta-feira (8) no Iraque, e o sepultamento definitivo acontecerá na quinta-feira (9) na cidade sagrada de Mashhad, no nordeste iraniano, no mausoléu do imã Reza.
Quem são os filhos presentes
Mostafa Khamenei mantém atuação política discreta, embora seja considerado influente no meio religioso. Masoud Khamenei dirige o Escritório para Preservação e Publicação das Obras de Khamenei, responsável por todo o material produzido pelo pai desde 1989. Já Meysam Khamenei, o caçula presente, raramente aparece em eventos públicos, apesar de também ter trabalhado no mesmo escritório familiar.
Com a ausência de Mojtaba, não há previsão de que o novo líder supremo apareça durante o cortejo ou na cerimônia de sepultamento em Mashhad.
Com informações de Gazeta do Povo