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França e Noruega fecham parceria para reforçar dissuasão nuclear europeia

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Paris recebeu nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, para oficializar o ingresso de Oslo no diálogo sobre dissuasão nuclear conduzido pela França. O anúncio foi feito após encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu.

Macron classificou a adesão norueguesa como “etapa muito importante” para uma cooperação de segurança coletiva mais ambiciosa. O formato de conversas já reúne Polônia, Alemanha, Reino Unido e outros parceiros nórdicos com foco no papel do arsenal nuclear francês na defesa da Europa.

Støre ressaltou que a principal salvaguarda de segurança norueguesa permanece sendo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o guarda-chuva nuclear dos Estados Unidos. Mesmo assim, considerou as capacidades francesas uma contribuição “relevante” para a dissuasão do continente, especialmente diante da ameaça russa e da proximidade de instalações nucleares de Moscou à fronteira norueguesa.

Acordo de Narvik amplia cooperação

Além da participação no fórum nuclear, França e Noruega assinaram o chamado Acordo de Narvik. O documento estabelece princípio de assistência mútua, amplia intercâmbios militares e fortalece cooperação em defesa antiaérea, segurança no Ártico, espaço e apoio à Ucrânia.

Segundo Støre, o pacto permitirá ação rápida e coordenada em cenários de crise, num momento que classificou como o mais grave para a segurança europeia desde a Segunda Guerra Mundial.

Presença militar francesa cresce no Ártico

Macron lembrou que, desde 2025, a França intensificou sua presença em território norueguês, incluindo o primeiro destacamento de caças franceses e o aumento de operações navais no Ártico. A iniciativa se soma à pressão sobre países europeus para reforçar capacidades de defesa enquanto a guerra da Rússia contra a Ucrânia mantém elevada a tensão regional.

Com informações de Gazeta do Povo