Paris – O governo francês decidiu que as companhias de Israel presentes no Salão Internacional de Defesa e Segurança Eurosatory, marcado para 15 a 19 de junho, só poderão exibir equipamentos de uso estritamente defensivo.
A medida foi anunciada nesta terça-feira (2) pelo ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, em entrevista à emissora France 2. Segundo o ministro, o veto a armamentos ofensivos mantém a linha adotada pela França em eventos anteriores.
“Reconhecemos o direito de Israel, como o de qualquer Estado, de se defender contra agressões”, afirmou Barrot. Apesar da restrição, a participação de empresas israelenses não foi cancelada.
Reação de Israel
O Ministério da Defesa israelense classificou a decisão como “política, seletiva e discriminatória”, alegando violação das normas que regem feiras internacionais do setor. Em comunicado, a pasta chamou a postura francesa de “vergonhosa” e motivada por “cálculos políticos e comerciais”.
Contexto e edições anteriores
Na edição de 2024 da Eurosatory, Paris já havia barrado dezenas de empresas israelenses em razão da ofensiva na Faixa de Gaza, onde o número de mortos desde 7 de outubro de 2023 ultrapassa 72.900, segundo dados citados pela publicação original.
Nos últimos meses, a França condenou repetidamente as ações militares de Israel no Líbano. No domingo anterior ao anúncio, o governo francês solicitou reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU depois que tropas israelenses assumiram o controle da fortaleza de Beaufort, no sul libanês, e hastearam sua bandeira no local.
Sobre a Eurosatory
Considerada uma das principais feiras mundiais de defesa terrestre e aero-terrestre, a Eurosatory espera para este ano 2.656 expositores de 61 países e 330 delegações oficiais de 93 nações.
Com informações de Gazeta do Povo